A Saga
A tetralogia do Legado Ávila
Por que uma investigação de cidadania virou quatro romances. A decisão de transformar dados frios de cartório numa saga viva sobre a persistência de uma família.
Descobrir que o próprio sangue resistiu a quinhentos anos de silêncio impõe uma responsabilidade que a burocracia das certidões não consegue conter.
Quando a nossa investigação para a cidadania europeia abriu o arquivo transatlântico da linhagem Ávila, o que emergiu dos documentos medievais e dos baús guardados no Lago do Manso não foi apenas uma lista de nomes e datas. Foram fugas, perdas e conquistas silenciosas que pediam um corpo à altura. Uma lista de nomes cabe numa planilha. O que essas pessoas viveram, não.
A decisão de escrever uma tetralogia não nasceu de um plano comercial, mas de uma dívida com quem veio antes. Só a literatura, com seu tempo e seu fôlego, seria capaz de sustentar o peso dessas histórias sem reduzi-las a verbetes. A Linhagem dos 4 Ventos é a tentativa de fazer isso: transformar dados frios de cartório numa saga viva sobre a persistência de uma família.
São quatro volumes porque foram quatro os elementos que a profecia nomeou, e porque uma travessia dessas não termina num só livro. Se você quiser conhecer a obra que nasceu desse arquivo, ela vive na página da Tetralogia, esperando a sua primeira página.