O Arquivo
Poema de abertura
Antes dos versos da bisa, uma nota dos Irmãos sobre por que este arquivo existe: a vida escrita como poesia, e a memória como a única tinta que não seca.
Foi um caderno de capa em forma de árvore que nos ensinou isto: a vida se escreve como poesia, um verso de cada vez, e quase sempre sem que a gente perceba.
Nas linhas de quem veio antes de nós estão as alegrias, os sonhos e também as tristezas e as frustrações que nenhuma certidão registra. É nos entremeios das estrofes, no que fica entre uma data e outra, que moram as surpresas do cotidiano.
Somos, ao mesmo tempo, poetas e personagens desta história. Guardamos o caderno da bisa Ieda para que o verso dela não se perca, e escrevemos o nosso sabendo que um dia ele também será arquivo de alguém. A memória é a única tinta que não seca. É por isso que abrimos este espaço.
Irmãos Ávila.